Às vezes julgamos ser necessário estudar um referencial teórico muito profundo para nos motivar a ter novas reflexões sobre nossa prática pedagógica, no entanto, ocasionalmente um pequeno texto cheio de significação pode proporcionar isso, ao invés de páginas e mais páginas sobre o referido assunto. Aconteceu comigo quando li o pequeno texto de Helen Buckley, "O meninho" proposto na interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação. O texto pequeno, singelo e de fácil compreensão, podendo ser até mesmo usado em sala de aula com os alunos das séries iniciais é bastante complexo e abrangente, nos leva sem querer a imaginar o meninho em sala de aula, com esta professora alienada que pensa que sabe ensinar. Pelo menos foi o que aconteceu comigo, enquanto eu lia, visualizava aquela criança sendo tolhida em sua busca pela autonomia e criatividade, tendo que repetir modelos prontos, sendo ensinada a desaprender sua própria busca individual pela satisfação de construir, de criar seguindo suas intuições. Então percebi que muitas vezes fazemos isso com nossos alunos e com nossos filhos. Não que sejamos maus educadores, às vezes erramos na ânsia por correr contra o tempo e poder concluir alguma atividade em tempo hábil. De qualquer forma, acredito que se já era um hábito meu tentar construir com cada aprendente sua autonomia, creio que agora posso compreender porque muitas vezes alguns alunos parecem não saber fazer nada sozinhos e posso ajudá-los com muita paciência a reaprender a pensar por si e a confiar em suas habilidades.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Trabalho Docente
Ao refletir sobre o trabalho docente na proposta da interdisciplina ECS,pude confrontar algumas afirmações de Tardif com a realidade da escola.
O professor é de fato um "trabalhador interativo", porque age no âmbito das relações humanas.O produto de seu trabalho, não pode ser medido ou avaliado como o produto industrial. O professor nem sempre ou quase nunca têm acesso aos resultados de seu trabalho, uma vez que o aluno perpassa por muitos profissionais da educação, ao longo de anos dentro da escola. Enfim "Ensinar é perseguir fins, finalidades" e o educador tem na sua trajetória docente a marca da perseverança para alcançar seus objetivos.
O professor é de fato um "trabalhador interativo", porque age no âmbito das relações humanas.O produto de seu trabalho, não pode ser medido ou avaliado como o produto industrial. O professor nem sempre ou quase nunca têm acesso aos resultados de seu trabalho, uma vez que o aluno perpassa por muitos profissionais da educação, ao longo de anos dentro da escola. Enfim "Ensinar é perseguir fins, finalidades" e o educador tem na sua trajetória docente a marca da perseverança para alcançar seus objetivos.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Projetos de Aprendizagem
Gostaria de relatar do meu contentamento em participar da aula presencial do dia 18/11. As apresentações dos projetos foram maravilhosas. Todos os grupos cumpriram com sua tarefa de explorar o assunto escolhido e construir uma verdadeira aula sobre o tema. Acredito que o fato de socializarmos os trabalhos com todos de uma forma expositiva, nos fez ampliar nossos conhecimentos aproveitar do gostinho de estarmos todos juntos. Lamento somente não termos tido tempo de discutir sobre os assuntos trazidos pelos grupos devido ao tempo, acredito que teria sido muito bom podermos trocar idéias, mas mesmo assim foi excelente termos sido brindados com uma aula tão agradável. Quantas informações e diferentes modos de abordagem foram trazidos exemplificando que somos inesgotáveis em criatividade!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Infidelidade
Foi bastante esclarecedor o projeto de aprendizagem sobre infidelidade realizado na interdisciplina Psicologia da Vida adulta. Percebemos que são vários os fatores que levam homens e mulheres a praticarem à infidelidade porém, os motivos de um e outro são bastante diferentes. Embora ambos procurem a realização no sexo fora de seu relacionamento afetivo, os homens são motivados pela aventura e a variedade enquanto que as mulheres pela insatisfação sexual no seu relacionamento. As conseqüências da infidelidade são desastrosas. Afetam toda a família, desestabilizando o emocional dos envolvidos. Porém, é imprevisível o resultado de uma traição. Há casos em que a restauração da relação é possível, em outros no entanto não.
O essencial em tudo isso é que haja sempre a abertura para o diálogo, para que possa ser restaurado o emocional do indivíduo atingido, seja qual for o resultado de suas escolhas.
O essencial em tudo isso é que haja sempre a abertura para o diálogo, para que possa ser restaurado o emocional do indivíduo atingido, seja qual for o resultado de suas escolhas.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
APRENDIZAGEM NA VIDA ADULTA
O tema Aprendizagem na Vida Adulta é bastante interessante. A maioria de nós professores está acostumada a avaliar os outros e a pensar no processo de aprendizagem do aluno. De repente, temos que nos colocar numa posição inversa à qual não estamos mais acostumados e a pensar sobre como aprendemos. Como nosso curso tem um formato diferente, nossa relação com nossos professores também se torna diferente. Neste curso, o professor realmente faz o papel de mediador da aprendizagem, que precisa ser buscada pelo aluno. O aluno não recebe nada pronto, precisa esforçar-se para informar-se, entender a informação e elaborar sua opinião sobre o assunto. Acredito que essa forma de aprendizagem nos garante mais autonomia e independência criativa. Depois que soube que estou realizando um curso numa universidade que está ocupando o 8º lugar entre as 100 melhores universidades latino-americanas, senti-me privilegiada e muito mais confiante na qualidade do curso que estou realizando e principalmente no meu potencial
para aprender e ensinar.
para aprender e ensinar.
sábado, 27 de setembro de 2008
Reflexão sobre concepções de currículo e avaliação
Os estudos propostos pela interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental levaram-me a uma reflexão bastante importante. Há tempos não examinava os conceitos de currículo e avaliação existentes no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Escolar da escola em que trabalho. Levantar este debate já foi por si só construtivo e conduzir a uma reflexão, sugerindo-nos mudanças ou não nestas concepções foi desafiador.
Na análise que fiz dos documentos propostos, conclui que contemplam de forma abrangente e construtiva, na teoria, o que se espera de uma escola com uma gestão democrática, voltada para o crescimento dos educandos em sua leitura de mundo e na formação de sua autonomia e cidadania. Então fiquei a pensar por que não conseguimos ainda usufruir deste ensino tão almejado? Por que nossos alunos ainda apresentam índices tão baixos de aprendizagem? Porque os educandos apresentam comportamentos tão preocupantes que oscilam entre a agressividade ao desinteresse pela vida escolar? Não pude achar outro culpado que não fosse nós mesmos educadores. Claro que não quero aqui, retirar a parcela de responsabilidade que cabe ao governo, à família e à sociedade. Todos temos que contribuir para a eficácia do ensino, mas quando disse que os culpados somos nós mesmos, é que pude perceber que ainda estamos longe de contemplar em nossa prática docente tudo que está proposto na teoria dos documentos. Ainda estamos muito atrelados à pedagogia tradicional, ainda lidamos com nossos alunos utilizando um dos tipos de dominação segundo Weber a "Dominação Tradicional", ainda valorizamos mais as provas e as notas do que a observação do crescimento e da aprendizagem ao longo do período, ainda damos aulas em que somos os "frascos cheios de conhecimento e os alunos os recipientes vazios" e ainda não buscamos com toda a nossa força a eticidade na prática docente da qual tanto escreveu Paulo Freire. Se todos são dotados de curiosidade, cabe a nós transformar a curiosidade ingênua em curiosidade epistemológica, transformando a nós mesmos, antes de querer modificar nossa prática docente. Procurando primeiramente nos reciclar, aprender de novo, nos atualizar e principalmente nos conscientizar de que não pode estar somente no papel uma concepção reformulada de currículo e avaliação, elas devem de fato constar em nossa prática diária.
Na análise que fiz dos documentos propostos, conclui que contemplam de forma abrangente e construtiva, na teoria, o que se espera de uma escola com uma gestão democrática, voltada para o crescimento dos educandos em sua leitura de mundo e na formação de sua autonomia e cidadania. Então fiquei a pensar por que não conseguimos ainda usufruir deste ensino tão almejado? Por que nossos alunos ainda apresentam índices tão baixos de aprendizagem? Porque os educandos apresentam comportamentos tão preocupantes que oscilam entre a agressividade ao desinteresse pela vida escolar? Não pude achar outro culpado que não fosse nós mesmos educadores. Claro que não quero aqui, retirar a parcela de responsabilidade que cabe ao governo, à família e à sociedade. Todos temos que contribuir para a eficácia do ensino, mas quando disse que os culpados somos nós mesmos, é que pude perceber que ainda estamos longe de contemplar em nossa prática docente tudo que está proposto na teoria dos documentos. Ainda estamos muito atrelados à pedagogia tradicional, ainda lidamos com nossos alunos utilizando um dos tipos de dominação segundo Weber a "Dominação Tradicional", ainda valorizamos mais as provas e as notas do que a observação do crescimento e da aprendizagem ao longo do período, ainda damos aulas em que somos os "frascos cheios de conhecimento e os alunos os recipientes vazios" e ainda não buscamos com toda a nossa força a eticidade na prática docente da qual tanto escreveu Paulo Freire. Se todos são dotados de curiosidade, cabe a nós transformar a curiosidade ingênua em curiosidade epistemológica, transformando a nós mesmos, antes de querer modificar nossa prática docente. Procurando primeiramente nos reciclar, aprender de novo, nos atualizar e principalmente nos conscientizar de que não pode estar somente no papel uma concepção reformulada de currículo e avaliação, elas devem de fato constar em nossa prática diária.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Federalismo
Os estudos realizados sobre federalismo e Descentralização na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, ajudaram-me a entender a diferença entre estado unitário e estado federativo. Enquanto no estado unitário ocorre uma concentração da autoridade política, fiscal e militar no governo central que as delega aos governos locais, já no estado federativo diferentes níveis de governo têm autoridade sobre a mesma população e território. Ajudaram-me a entender também que mesmo entre os diferentes períodos governamentais que oscilaram entre democracia e ditadura, os estados e municípios sempre mantiveram de certa forma, a autonomia sobre os sistemas de ensino. Depois da Constituição de 1988 e da LDB/96 as diretrizes da Educação ficaram mais definidas, mantendo-se a autonomia dos estados e municípios. Cabe aos municípios cuidar da educação infantil e do ensino fundamental, aos estados fica a obrigatoriedade do ensino médio, e aUnião fica encarregada de prestar assistência financeira e técnica aos estados e municípios. Sendo que estas três esferas do governo devam trabalhar em sintonia de acordo com a legislação, não quer dizer que isto de fato ocorra é um ideal a ser alcançado, dependendo da prática de políticas articuladas, que mesmo tendo conflitos e oposições, trabalhem para que as esferas de governo atuem em regime de colaboração.
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