quinta-feira, 24 de junho de 2010

QUINTA SEMANA

Comecei numa escola nova no municípiode Cachoeirinha, em abril deste ano. Estou vivenciando uma nova realidade docente. Estou encantada com meu novo ambiente escolar, pois até então só lecionava numa escola estadual. É inevitável fazer comparações. Não quero desmerecer o trabalho de meus colegas do Estado, de forma alguma, mas quando se experimenta algo diferente, se pode perceber melhor as diferenças e se pode visualizar o que está certo e o que está errado, e o que funciona e o que não funciona. Nesta postagem, vou mencionar os estudos que fazemos nas reuniões pedagógicas semanais na escola do município. Começando pela seriedade com que o fazer pedagógico é tratado e como se procura dentro do contexto escolar pela eficiência no trabalho docente. Tenho aprendido muitas coisas e percebido que os estudos no PEAD, estão em sintonia com a filosofia de trabalho da escola. Nesta semana discutimos sobre os métodos de ensino. Cada uma de nós recebeu fragmentos de textos para ler e depois discutir com as colegas a sua compreensão do tema. A parte que me coube foi sobre a aula expositiva e sua ineficácia. A aula expositiva apenas não garante a aprendizagem do aluno, dizia o texto e não podemos continuar a tratar o educando como recipiente. É necessário haver uma problematização a respeito do assunto a ser tratado, o aluno precisa ser motivado a compreender que existe um problema a ser resolvido e depois da exposição é preciso que ele pense a respeito do que foi discutido e que apresente soluções, para isso é necessário mexer nas estruturas, formular hipóteses, questionar e opinar. Por exemplo, para verificar se o aluno entendeu pode se pedir que ele explique com suas palavras o que o professor transmitiu e fomentar seu pensamento reflexivo. A aula expositiva pode ser eficiente se o professor mudar sua postura e não descuidar da sequencia do trabalho, que é justamente a ação do aluno. O professor deve conduzir o educando a continuar a pesquisa, desacomodando suas certezas, o professor inicia o trabalho e o aluno deve continuá-lo, desse modo ocorre a aprendizagem através da interação.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

QUARTA SEMANA

Estive recentemente num encontro de formação promovido pela 28ª CRE "Lições do Rio Grande", onde o palestrante o professor Valther Maestro propos uma reflexão a respeito das reformulações do ensino. Muitas de suas falas me remeteram aos estudos realizados no PEAD, nas amplas reflexões que fizemos ao longo de nossa caminhada nas várias interdisciplinas que estudamos. Ao assistir um pequeno trecho do filme Tempos Modernos do genial Charlie Chaplin, onde o mesmo retrata a entrada dos trabalhadores na fábrica como um rebanho, o palestrante nos fez pensar sobre o nosso modelo de escola atual. Lembrei dos textos sobre o Fordismo e da função que era atribuída à escola nessa fase,da situação da classe trabalhadora, da elite que era preparada para desempenhar o papel de domínio em relação aos demais que seriam sempre limitados à funções menos importantes, subordinados ao poder dos mais abastatados. Lembrei da maquinaria escolar e cheguei a triste constatação de que pouca coisa mudou nos últimos tempos em relação a escola que queremos e a escola que realmente temos. As nossas salas de aula continuam com suas classes enfileiradas, ainda se faz espelho de classe para coibir a conversa entre os alunos, o professor ainda dá extrema importância a conteúdos ao invés de se preocupar em desenvolver habilidades nos educandos, ainda se pensa no aluno como um recipiente a ser cheio pelo conhecimento que continua sendo transmitido pelo professor. Por todas estas questões resolvi enfatizar o desenvolvimento da autonomia dos meus alunos e romper com este processo retrógado de ensinar. Apesar de todas as dificuldades que se encontram no percurso estou procurando fazer o melhor com aquilo que tenho e não perder a boa vontade de lutar por mudanças. Esta semana ouvi de um aluno a seguinte frase " prô tu é a melhor professora que eu já tive e eu comecei a ler depois que tu começou a me dar aula", fiquei tão emocionada com esta declaração, apesar do menino estar no segundo ano e ainda ter uma longa caminhada escolar e num futuro próximo nem lembrar mais de mim, mesmo assim senti-me feliz por fazer a diferença na opinião dele e isso reforçou a certeza de que é possível mudar mesmo que sejam mudanças posturais e não estruturais no contexto escolar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TERCEIRA SEMANA

Apesar de já trabalhar há treze anos em sala de aula, minha experiência com alfabetização é pequena, pois trabalhei muito com terceira série. Neste ano, ao ser nomeada no município de Cachoeirinha, recebi uma turma de 2° ano e precisei me atualizar e me renovar. Procurei aproveitar o que aprendi nas interdisciplinas estudadas e me informar mais. Conversei com as colegas da escola e com a supervisora e me senti desafiada a enfrentar algo, de certa forma novo para mim. Tenho lido sobre os níveis de aprendizagem, e fico impressionada cada dia que observo o que aprendo na teoria sendo exemplificado na prática de sala de aula, no desmpenho das crianças. Percebi claramente a diferença de escrita entre os alunos que estão no nível silábico e dos alunos que estão nos níveis silábico-alfabético e alfabético respectivamente. Percebi a evolução de escrita dos alunos que estavam no nível pré-silábico e evoluiram através de suas observações e hipóteses. Percebo também o quanto é construtivo para as crianças conversarem entre sí para determinar a escrita de alguma palavra sem a minha interferência, desse modo eles fazem suposições e discutem explicando suas teorias uns para os outros. Percebi também que é bom juntar crianças de diferentes níveis na hora dos jogos de escrita de palavras, para permitir aos que ainda não chegaram no nível alfabético contrastar suas ideias. Acredito que eles aprendem melhor atuando junto uns dos outros. O mais importante de tudo é que estou perdendo o receio de trabalhar com alfabetização, principalmente usando o construtivismo, pois a experiência que tinha tido no passado era com o método silábico. Hoje vejo o quanto aqueles textos que usam palavras escritas com as sílabas aprendidas do tipo "Ivo viu a uva", limitam a expansão do aprendizado da criança e impedem os alunos que estão nos níveis anteriores ao silábico de irem adiante em suas aprendizagens.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SEGUNDA SEMANA

Após algumas observações, reflexões e discussões dentro do ambiente escolar, concluí que a meta maior da educação é conduzir o aluno a aquisição da autonomia. Este é nosso grande objetivo como educadores e nosso maior desafio. Mas, quais os caminhos que levam a conquista desta tão importante habilidade? Lembrei-me de uma atividade realizada na disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, onde lemos um texto de Helen Bukley que falava sobre um menininho que gostava muito de desenhar e fazer coisas com barro mas, teve que aprender a esperar e a fazer tudo como a professora mostrava, embora gostasse mais das coisas que criava. Um dia, o menininho mudou de escola e não sabia mais como fazer as coisas sem que a professora fizesse primeiro. Este pequeno texto marcou-me muito e conduziu-me a reflexões importantes sobre a questão da autonomia dos alunos, principalmente os pequenos como os meus do 2° ano. Desde então procurei reforçar ainda mais a independência dos meus pimpolhos, valorizando suas produções, escutando suas sugestões, estimulando sua participação e aproveitando a ajuda de todos dentro da sala de aula. Percebi com isso, que meus alunos desenvolveram uma melhor compreensão dos acontecimentos a sua volta e que conseguem formular opiniões e manifestá-las com mais segurança, também expressam suas emoções através de atividades artísticas com mais naturalidade, aprendem a resolver seus conflitos com pouca ou quase sem intervenções. Atualmente só dou sugestões de como fazer algo, quando a criança solicita ou quando demonstra muita dificuldade, mesmo assim procuro oferecer-lhe mais que uma opção de escolha e incentivo-a a decidir sozinha o jeito que mais lhe agrada, sempre buscando a sua intervenção de forma a ajudar-lhe a conquistar sua autonomia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

PRIMEIRA SEMANA

Resolvi começar por um assunto que considero bastante importante, se não fundamental no que diz respeito ao ambiente educacional, que são as relações entre os sujeitos. Observando meus alunos em situações em que estão trabalhando e eu estou corrigindo livros ou cadernos concentrada, sem que eles percebam presto muita atenção em suas conversas. Mantenho esta postura propositadamente para conhecê-los um pouco melhor, assim agem espontaneamente pois me percebem alheia aos fatos. Dessa forma consigo registrar certos comportamentos e atitudes que não seriam tão fáceis de se perceber se se sentissem observados. Como uma conversa sobre sexualidade que estava sendo discutida por um pequeno grupo durante o intervalo do lanche nesta semana. O grupo conversava e questionava os conceitos das palavras boiola e lésbica com muita segurança e naturalidade, o que talvez não acontecesse se cada um estivesse manifestando sua opinião diante do grupo. Achei extremamente interessante ver como crianças tão pequenas, que a maioria de nós adultos considera ingênuas, já constroem suas opiniões baseadas em vivências e situações presenciadas em seu meio. E com isso, eles mesmo vão ensinando e aprendendo uns com os outros conceitos que não são propriamente ensinados tradicionalmente na escola, mas esta acaba sendo o veículo que conduz a estas aprendizagens informais. Continuei alhei a conversa, pois não fui solicitada a participar dela, apenas ouvi atentamente. Refletindo sobre o fato, cheguei a conclusão de que é importante que as crianças conversem mesmo quando estão executando suas tarefas. Temos ainda aquela ideia de classes e cadeiras enfileiradas, de silêncio absoluto para representação da eficiência do trabalho escolar e é difícil se desvincular desse velho estigma, mas quando presencio pérolas como esta, vejo como a conversa e o barulho das crianças é proveitoso para seu crescimento como indivíduo e sinto-me extremamente feliz em presenciar tais fatos, prerrogativas de quem exerce esta profissão árdua e maravilhosa de ser educadora.

domingo, 25 de outubro de 2009

POSTAGEMDA SÉTIMA SEMANA

Ao ler o texto proposto na EJA para participar no fórum Regina Hara, aprofundei minhas reflexões sobre o tema. Uma das ideias que podem justificar o fracasso dos alunos da EJA é o fato de que a reposição da escolaridade não se faz em pouco tempo ou num tempo pré-determinado, pois desse modo não se respeita a construção do conhecimento que cada um pode realizar. Ao final do período estipulado aquele aluno que não alcançou a meta determinada é reprovado e volta para o ponto de partida, como se não tivesse construído nenhum conhecimento, como se não tivesse evoluído e feito progressos. Desse modo o aluno volta a repetir aquilo que já sabia sendo impossibilitado de praticar o que deveria para evoluir em seus conhecimentos. Esse quadro nãodifere em nada do processo aplicado com as crianças. É necessário que se faça um acompanhamento destes alunos; mesmo que sejam retidos na série ou etapa que não conseguiram vencer, devem ser estimulados a continuar do ponto que pararam a fim de promover o crescimento de suas aprendizagens ao invés de se sentirem frustradoscom o fracasso e desistam de estudar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Postagem da Sexta Semana

O filme proposto pela interdisciplina de Libras "Seu nome é Jonas", foi absolutamente emocionante e gerou muitas aprendizagens e reflexões. Emociona, porque trata-se de um drama que nos possilita perceber a difícil adaptação de uma pessoa surda na sociedade e na própria família e todos os desafios e dificuldades que estão implicados nesta situação. Gerou aprendizagens porque para mim que não tenho contato com pessoas surdas, nunca tinha pensado sobre tudo isso como fui levada a fazer após assistir ao filme. Entender o quanto é difícil para o surdo e para sua família construir toda a aprendizagem que possibilita a este indivíduo integrar-se numa sociedade de ouvintes com qualidade de vida a fim de poder desenvolver suas potencialidades e igualar-se em termos de oportunidades à sociedade transpondo as barreiras do preconceito e das limitações, é crucial para podermos intervir de forma solidária e participativa neste processo. Descobri um universo que desconhecia até então. Não basta saber que existem pessoas surdas, isso todos nós sabemos. Compreender que a Libras é fundamental para este indivíduo poder ser, existir e interagir foi fantástico, pois até então eu não tinha noção da importância de que o surdo precisa aprender essa forma de comunicação. De certa forma eu achava que era mímica e todo mundo saberia praticá-la. Agora percebi que é mais complexo do eu imaginava e é tão mais importante do que supunha.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Postagem da quinta semana *

Quando comecei a ler sobre o Fordismo e o Taylorismo e as influências dos modos de produção sobre a cultura educacional, pensei que o texto seria cansativo, mas me surpreendi.
O texto evidencia o quanto o interesse das grandes empresas é determinante para definir o tipo de cultura escolar que é oferecida. No início do século passado, para trabalhar na linha de produção dos carros, não era necessário mão-de-obra especializada; o autor chega a mencionar que até mesmo uma criança de três anos poderia exercer a tarefa executada pelos trabalhadores.
Desse modo, só uma pequena parcela das pessoas é que pensava e decidia, o restante da massa trabalhadora, só caberia obedecer. Também a única motivação que o trabalhador tinha para exercer suas tarefas era o salário, pois o mesmo não participava nas questões humanas do objeto de seu trabalho; produzir o quê e para quem?
Nos sistemas educacionais não há muita diferença: o aluno obedece, pelo menos é o que se espera, enquanto um currículo pensado e decidido por poucos lhe é imposto, negando-lhe o direito à participação na construção do mesmo. As notas passam a ter o valor de um salário, todo o processo educativo é desvalorizado, importando apenas a quantificação dos resultados.
Os modos de produção mudaram. Hoje se espera do trabalhador que ele seja polivalente e tenha inúmeras habilidades aliadas à capacidades e valores. Espera-se naturalmente, que as escolas formem estes profissionais dotados destas qualificações, mas será que nossas escolas conseguem se adequar aos modos de produção, tal qual a velocidade do mercado? Me parece que ainda estamos na era Fordista na maioria das nossas escolas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Postagem da Quarta Semana

Esta semana fui desafiada na atividade de Libras a pesquisar sobre a cultura surda. Ao fazer algumas leituras, descobri que o aluno surdo que frequenta uma escola na rede regular de ensino, sente-se menor, pois a mesma promove a cultura do silêncio. Os alunos não sabem como expressar suas ansiedades e manifestam um sentimento de incapacidade e inferioridade de forma silenciosa.
No caso dos surdos há uma identificação com a deficiência e há uma dificuldade em admitir-se a cultura surda que é multifacetada. Num mundo onde os ouvintes predominam é difícil
para o surdo comunicar-se, daí a necessidade de ter se criado sua própria forma
de expressão, a libras. Porém é necessário que o indivíduo surdo esteja em contato com essa forma de comunicação desde a mais tenra idade, só assim terá acesso a aprendizagem plena, desenvolverá sua autonomia e será capaz de conviver num mundo onde não exista apenas o silêncio e a solidão. É importante compreendermos que a comunidade surda não é um ambiente onde pessoas com dificuldade de comunicação se encontram, mas sim um lugar onde articulam-se, controem vínculos afetivos, sociais e políticos.

sábado, 12 de setembro de 2009

POSTAGEM DA TERCEIRA SEMANA *

Para a realização da atividade proposta na Interdisciplina História da Educação de Jovens e Adultos e Políticas Públicas, o grupo de trabalho do qual faço parte reuniu-se no pólo para a troca de ideias. Foi bastante enriquecedor para mim que nunca tive experiência de trabalho com a EJA analisar junto com as colegas os dados colhidos nas entrevistas realizadas. O que pude perceber é que existe uma opinião unânime entre os professores entrevistados que classifica estes alunos em dois grupos diferenciados: jovens e adultos e que lhes atribui características próprias. De um lado estão os adultos, alunos comprometidos e responsáveis que muitas vezes não alcançam os objetivos propostos devido a fatores externos como: cansaço, problemas familiares e de ordem pessoal que os levam a abandonar a escola pela incapacidade de conciliação. De outro lado estão os alunos jovens que na maioria das vezes frequentam as aulas até o final do ano letivo, mas reprovam por falta de interesse, comprometimento e responsabilidade. A este grupo são atribuídas inúmeras características negativas: uso de drogas, indisciplina, baixo rendimento, problemas familiares e geração de conflitos com os colegas em sala de aula. É claro que não se pode generalizar, sempre há alguma exceção neste grupo já marginalizado. Saí deste encontro com um pensamento: será que estes alunos vão continuar dando errado na EJA, assim como deram errado no ensino regular? Será que a situação só mudará quando tiveram mais idade, o que pressupõe um grau de maturidade maior? O que pode ser feito para mudar este quadro tão desanimador? Espero ao longo do semestre encontrar algumas respostas ou soluções para esta questão.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

POSTAGEM DA SEGUNDA SEMANA

Foi muito agradável ler sobre Comênio. Além de ter aprendido um pouco sobre este autor, percebi o quanto alguém que constrói um trabalho realmente importante fica imortalizado e ao mesmo tempo atualizado. Identifiquei-me muito com as ideias desse autor fabuloso e destaco na minha prática docente, elementos da didática de Comênio: a promoção nas aulas da colaboração entre os educandos, a igualdade entre os mesmos, a importância de se ministrar aulas que respeitem o nível de conhecimento e as esperiências de vida do aluno e o fator primordial: ser o aluno o motivo de nosso trabalho, ser ele e seu aprendizado fator relevante de nossa atuação. A valorização da ética, dos princípios, da afetividade, do respeito são elementos importantíssimos a serem destacados na didática de Comênio, e muito mais do que isso um exemplo a ser seguido em nossas escolas. portanto suas ideias continuam atuais e servem de motivação e mesmo de inspiração para nossa prática nas escolas em que atuamos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

POSTAGEM DA PRIMEIRA SEMANA

Às vezes julgamos ser necessário estudar um referencial teórico muito profundo para nos motivar a ter novas reflexões sobre nossa prática pedagógica, no entanto, ocasionalmente um pequeno texto cheio de significação pode proporcionar isso, ao invés de páginas e mais páginas sobre o referido assunto. Aconteceu comigo quando li o pequeno texto de Helen Buckley, "O meninho" proposto na interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação. O texto pequeno, singelo e de fácil compreensão, podendo ser até mesmo usado em sala de aula com os alunos das séries iniciais é bastante complexo e abrangente, nos leva sem querer a imaginar o meninho em sala de aula, com esta professora alienada que pensa que sabe ensinar. Pelo menos foi o que aconteceu comigo, enquanto eu lia, visualizava aquela criança sendo tolhida em sua busca pela autonomia e criatividade, tendo que repetir modelos prontos, sendo ensinada a desaprender sua própria busca individual pela satisfação de construir, de criar seguindo suas intuições. Então percebi que muitas vezes fazemos isso com nossos alunos e com nossos filhos. Não que sejamos maus educadores, às vezes erramos na ânsia por correr contra o tempo e poder concluir alguma atividade em tempo hábil. De qualquer forma, acredito que se já era um hábito meu tentar construir com cada aprendente sua autonomia, creio que agora posso compreender porque muitas vezes alguns alunos parecem não saber fazer nada sozinhos e posso ajudá-los com muita paciência a reaprender a pensar por si e a confiar em suas habilidades.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Trabalho Docente

Ao refletir sobre o trabalho docente na proposta da interdisciplina ECS,pude confrontar algumas afirmações de Tardif com a realidade da escola.
O professor é de fato um "trabalhador interativo", porque age no âmbito das relações humanas.O produto de seu trabalho, não pode ser medido ou avaliado como o produto industrial. O professor nem sempre ou quase nunca têm acesso aos resultados de seu trabalho, uma vez que o aluno perpassa por muitos profissionais da educação, ao longo de anos dentro da escola. Enfim "Ensinar é perseguir fins, finalidades" e o educador tem na sua trajetória docente a marca da perseverança para alcançar seus objetivos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Projetos de Aprendizagem

Gostaria de relatar do meu contentamento em participar da aula presencial do dia 18/11. As apresentações dos projetos foram maravilhosas. Todos os grupos cumpriram com sua tarefa de explorar o assunto escolhido e construir uma verdadeira aula sobre o tema. Acredito que o fato de socializarmos os trabalhos com todos de uma forma expositiva, nos fez ampliar nossos conhecimentos aproveitar do gostinho de estarmos todos juntos. Lamento somente não termos tido tempo de discutir sobre os assuntos trazidos pelos grupos devido ao tempo, acredito que teria sido muito bom podermos trocar idéias, mas mesmo assim foi excelente termos sido brindados com uma aula tão agradável. Quantas informações e diferentes modos de abordagem foram trazidos exemplificando que somos inesgotáveis em criatividade!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Infidelidade

Foi bastante esclarecedor o projeto de aprendizagem sobre infidelidade realizado na interdisciplina Psicologia da Vida adulta. Percebemos que são vários os fatores que levam homens e mulheres a praticarem à infidelidade porém, os motivos de um e outro são bastante diferentes. Embora ambos procurem a realização no sexo fora de seu relacionamento afetivo, os homens são motivados pela aventura e a variedade enquanto que as mulheres pela insatisfação sexual no seu relacionamento. As conseqüências da infidelidade são desastrosas. Afetam toda a família, desestabilizando o emocional dos envolvidos. Porém, é imprevisível o resultado de uma traição. Há casos em que a restauração da relação é possível, em outros no entanto não.
O essencial em tudo isso é que haja sempre a abertura para o diálogo, para que possa ser restaurado o emocional do indivíduo atingido, seja qual for o resultado de suas escolhas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

APRENDIZAGEM NA VIDA ADULTA

O tema Aprendizagem na Vida Adulta é bastante interessante. A maioria de nós professores está acostumada a avaliar os outros e a pensar no processo de aprendizagem do aluno. De repente, temos que nos colocar numa posição inversa à qual não estamos mais acostumados e a pensar sobre como aprendemos. Como nosso curso tem um formato diferente, nossa relação com nossos professores também se torna diferente. Neste curso, o professor realmente faz o papel de mediador da aprendizagem, que precisa ser buscada pelo aluno. O aluno não recebe nada pronto, precisa esforçar-se para informar-se, entender a informação e elaborar sua opinião sobre o assunto. Acredito que essa forma de aprendizagem nos garante mais autonomia e independência criativa. Depois que soube que estou realizando um curso numa universidade que está ocupando o 8º lugar entre as 100 melhores universidades latino-americanas, senti-me privilegiada e muito mais confiante na qualidade do curso que estou realizando e principalmente no meu potencial
para aprender e ensinar.

sábado, 27 de setembro de 2008

Reflexão sobre concepções de currículo e avaliação

Os estudos propostos pela interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental levaram-me a uma reflexão bastante importante. Há tempos não examinava os conceitos de currículo e avaliação existentes no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Escolar da escola em que trabalho. Levantar este debate já foi por si só construtivo e conduzir a uma reflexão, sugerindo-nos mudanças ou não nestas concepções foi desafiador.
Na análise que fiz dos documentos propostos, conclui que contemplam de forma abrangente e construtiva, na teoria, o que se espera de uma escola com uma gestão democrática, voltada para o crescimento dos educandos em sua leitura de mundo e na formação de sua autonomia e cidadania. Então fiquei a pensar por que não conseguimos ainda usufruir deste ensino tão almejado? Por que nossos alunos ainda apresentam índices tão baixos de aprendizagem? Porque os educandos apresentam comportamentos tão preocupantes que oscilam entre a agressividade ao desinteresse pela vida escolar? Não pude achar outro culpado que não fosse nós mesmos educadores. Claro que não quero aqui, retirar a parcela de responsabilidade que cabe ao governo, à família e à sociedade. Todos temos que contribuir para a eficácia do ensino, mas quando disse que os culpados somos nós mesmos, é que pude perceber que ainda estamos longe de contemplar em nossa prática docente tudo que está proposto na teoria dos documentos. Ainda estamos muito atrelados à pedagogia tradicional, ainda lidamos com nossos alunos utilizando um dos tipos de dominação segundo Weber a "Dominação Tradicional", ainda valorizamos mais as provas e as notas do que a observação do crescimento e da aprendizagem ao longo do período, ainda damos aulas em que somos os "frascos cheios de conhecimento e os alunos os recipientes vazios" e ainda não buscamos com toda a nossa força a eticidade na prática docente da qual tanto escreveu Paulo Freire. Se todos são dotados de curiosidade, cabe a nós transformar a curiosidade ingênua em curiosidade epistemológica, transformando a nós mesmos, antes de querer modificar nossa prática docente. Procurando primeiramente nos reciclar, aprender de novo, nos atualizar e principalmente nos conscientizar de que não pode estar somente no papel uma concepção reformulada de currículo e avaliação, elas devem de fato constar em nossa prática diária.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Federalismo

Os estudos realizados sobre federalismo e Descentralização na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, ajudaram-me a entender a diferença entre estado unitário e estado federativo. Enquanto no estado unitário ocorre uma concentração da autoridade política, fiscal e militar no governo central que as delega aos governos locais, já no estado federativo diferentes níveis de governo têm autoridade sobre a mesma população e território. Ajudaram-me a entender também que mesmo entre os diferentes períodos governamentais que oscilaram entre democracia e ditadura, os estados e municípios sempre mantiveram de certa forma, a autonomia sobre os sistemas de ensino. Depois da Constituição de 1988 e da LDB/96 as diretrizes da Educação ficaram mais definidas, mantendo-se a autonomia dos estados e municípios. Cabe aos municípios cuidar da educação infantil e do ensino fundamental, aos estados fica a obrigatoriedade do ensino médio, e aUnião fica encarregada de prestar assistência financeira e técnica aos estados e municípios. Sendo que estas três esferas do governo devam trabalhar em sintonia de acordo com a legislação, não quer dizer que isto de fato ocorra é um ideal a ser alcançado, dependendo da prática de políticas articuladas, que mesmo tendo conflitos e oposições, trabalhem para que as esferas de governo atuem em regime de colaboração.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Gestão Democrática

Gostei muito dos estudos realizados sobre a "Gestão Democrática", é incrível como muitas vezes acreditamos conhecer bem certo assunto, e quando nos aprofundamos ao estudá-lo, percebemos o quanto pode ser vasta a discussão sobre o tema. A participação, palavra que usamos constantemente, pode por exemplo servir ao mesmo tempo para uma educação libertadora ou para a manutenção do poder controlador. A autonomia que tanto almejamos dentro de nossas escolas tem que ser construída como um ato coletivo, e talvez isso seja o mais complicado quando a palavra parece ser interpretada na escola como sinônimo de individualidade e liberdade para fazer qualquer coisa que se queira, sem que haja cobrança. Entender que a gestão democrática ainda não vigora em todas as escolas tão plenamente é algo do qual precisamos nos dar conta. Estimular a comunidade para legitimar sua participação e compreender a importância da mesma, para o crescimento do verdadeiro ato educativo é uma tarefa da qual não podemos nos eximir.É importante esta tomada de consciência, para que finalmente a escola possa promover a inclusão das minorias, o respeito as múltiplas identidades e a valorização do ser humano com práticas emancipatórias.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Reflexão sobre os estágios da vida adulta

Os estudos realizados sobre "as oito idades do homem, segundo Erik Erikson, foram bastante interessantes. Apesar de termos nos detido nos estágios da vida adulta, não posso deixar de relatar aqui que aleitura sobre as idades ou estágios iniciais correspondentes à teoria psicanalítica das fases: oral, anal, fálica e latência, foram bastante esclarecedoras e conduziram-me à reflexão da importância do papel que desempenhamos como bons ou maus educadores na influência sobre as vivências de nossos alunos.
Um professor que não é capaz de estabelecer um elo de confiança com o pequeno aluno que chega à escola na educação infantil, pode intensificar a desconfiança em detrimento da confiança, fazendo com que a criança desenvolva um sentimento de culpa e não consiga promover a aquisição da autonomia.
Tornamo-nos co-responsáveis juntamente com a família com o sucesso ou insucesso das crianças à medida que não lidamos bem com o sentimento de nosso aluno. "As experiências escolares da criança contribuem para o seu equilíbrio entre indústria e inferioridade"(Erik Erikson). Conscientes dessa responsabilidade e agregando esse conhecimento, podemos fazer de nossa prática educativa uma via condutora, para elevar a auto-estima de nossos alunos auxiliando-os a transporem os estágios ou "idades do homem" de forma bem sucedida.